Uma due diligence de M&A típica tem centenas — às vezes milhares — de contratos, atas, políticas internas e correspondências. O modelo operacional padrão é o mesmo há décadas: time júnior lê tudo, monta planilha de achados, sócio revisa a planilha. O prazo aperta, o cansaço acumula e a cláusula de risco escondida no meio de um aditivo genérico simplesmente passa. Só aparece quando vira litígio pós-fechamento.
"O problema nunca foi encontrar o risco. Foi encontrá-lo antes do prazo do deal fechar." — General Counsel, empresa de private equity brasileira
Ingestão e OCR de acervo documental
Todos os documentos — PDFs escaneados, contratos digitais, atas, políticas — entram em um pipeline de OCR e extração estruturada. Cada trecho vira um chunk indexável com metadados: origem, data, tipo, parte contratual. É a fundação que permite citação rastreável depois.
Definição do playbook de risco da due diligence
Antes de o modelo ler qualquer coisa, o time jurídico define o que caracteriza risco naquela operação: cláusula de change of control, MAC clause, indenização ilimitada, exclusividade abusiva, garantia sem cap. O playbook não é genérico — é da operação específica.
Triagem automática com citação obrigatória
O agente lê todo o acervo procurando os padrões do playbook. Para cada achado, retorna o documento, a página, o parágrafo e o trecho exato — nunca um resumo. Se não há lastro documental, não há achado. Alucinação em due diligence é erro de sistema.
Classificação de severidade e camada de revisão humana
Cada achado é classificado (alto, médio, baixo) e roteado para revisão. O júnior revisa os de baixa severidade em minutos, o sócio olha o que realmente importa. O tempo do sócio deixa de ser gasto em leitura em bloco — vira decisão sobre o que já foi triado.
Entregável: relatório de due diligence com fonte
O output final é um relatório onde cada risco aponta para o trecho de origem, permitindo verificação em segundos. É o que o comprador exige do vendedor, o que o banco exige do assessor, e o que o comitê exige do jurídico antes de aprovar o deal.
Citação rastreável não é feature — é requisito. Sem ela, o parecer de due diligence perde valor probatório e o modelo vira um assistente perigoso, não um acelerador. É por isso que a arquitetura da HTI AI para jurídico é sempre RAG com fonte obrigatória, nunca geração livre.
O que a operação de due diligence recebe
- →Pipeline de ingestão e OCR do acervo documental completo.
- →Playbook de risco parametrizado por operação (M&A, compliance, auditoria).
- →Agente de triagem com citação rastreável obrigatória.
- →Classificação de severidade e roteamento para revisão humana.
- →Relatório de due diligence exportável com link direto ao trecho de origem.
- →Camada de dados sustentada por DBA sênior — sigilo e auditoria como fundação.
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